
Kãisãró
Diroá
Kãisãró Diroá

PERFORMANCE DE RESISTÊNCIA


Faço a minha resistência através da arte
A resistência que Kãisãró realiza na arte muitas vezes é chamada de ativismo, porém a performer questiona essa definição. Para a multiartista, a palavra “ativista” tem sido apropriada e imposta por uma visão externa, dos não indígenas, que, mais uma vez, colocam o indígena em um lugar que faz mais sentido para o branco do que para o próprio indígena. Para Kãisãró os indígenas não escolhem ser ativistas e sim, nascem ativistas, ou seja, a resistência é uma consequência natural de suas existências como indígenas. Por isso, Kãisaro escolhe não ser chamada de ativista, apesar de saber que o que faz é um tipo de ativismo.

PERFORMANCES PRESENCIAIS
BLITZ: VALE DO NIKAMUKORA (2015)
Performance em grupo
Ponto de cultura Alberto Penkauskas e Grupo de Artes Dyoá Bayá
Kãisãró Diroá participou ativamente na criação da performance “Blitz: vale do Nikamukora”, junto a outros artistas não indígenas, e o grupo de Artes Dyroá Bayá. A performance foi produzida em 2015, com direção de Luiz Vitalli, diretor do espaço cultural Cia Pombal.
Local: Manaus- AM
Ano: 2015

PÊ’TTÍÍA’NÃWE – EXTERMÍNIO (2018)
Performance solo autoral
Boteco da Diversidade- vidas negras e indígenas importa
Criada em 2018, esta performance tensiona as estruturas de poder que ameaçam as existências originárias. A obra é atravessada pela voz e corpo de Kãisãró Diroá, que nos recorda: “A floresta é muito importante, é a minha morada (...) Mas infelizmente tudo está acabando e estou ficando sem minha casa”.
A partir desse sentimento de perda iminente, a performance utiliza o corpo como dispositivo de denúncia contra o genocídio físico e cultural. Um ato de presença que confronta o público com a realidade do desmonte ambiental e humano, reafirmando que, enquanto houver corpo, haverá território e resistência, dividido a responsabilidade do planeta com o público presente.
Ficha técnica
Performer: kãisãró Diroá
Concepção e pensamento visual: kãisãró Diroá
Local: Sesc pompeia, São Paulo - SP
Ano: 2018
Agradecimentos: Yoann Guerin, Anderson Kary Bayá
PÏÏADÍAPOA - DUAS FACES (2019)
Performance solo autoral
Apresentação Refinaria teatral -São Paulo
PÏADIÁPOA marca a primeira criação coletiva de Kãisãró Diroá em colaboração com o grupo Artes Dyroá Baya. A obra mergulha na complexidade da identidade indígena que transita entre dois mundos, o território ancestral e a selva de pedra da metrópole.
A performance explora as "duas faces" da sobrevivência — a preservação dos saberes tradicionais e o enfrentamento das estruturas urbanas. Através de um pensamento visual rigoroso e movimentos compartilhados, o grupo tensiona a dualidade entre o ser e o parecer, o sagrado e o profano para as outras pessoas.
Ficha técnica
Artistas: kãisãró Diroá, Ermelinda Yepario, Anderson Kary Bayá, Sandra Nanayna, Severiano Kedasery, Melinda
Concepção e pensamento visual: kãisãró Diroá
Duração: 40 minutos
Ano: 2019
Classificação Indicativa: Livre
NÃO a PL490 (2021)
Manifestação Artística solo autoral - AV Paulista
Em 2021, Kãisãró Diroá manifestou-se artisticamente na Avenida Paulista contra a PL 490, demonstrando o significado dessa lei para os indígenas.
Ficha técnica
Performer: kãisãró Diroá
Concepção e pensamento visual: kãisãró Diroá
Produção: Kãisãró Diroá , Dan Scan
Duração: indeterminado
Ano: 2021
Local: AV.Paulista
Agradecimentos: Maíra Mesquita, Sandra Nanayna, Rosa Peixoto
DÍ (sangue) RESSURGIMENTO
(2022)
Performance solo autoral
Mostra solo mulheres
A obra explora a resistência e a retomada da identidade de poder da mulher nativa, pedida nos processos de apagamento dos povos originários com a colonização e o patriarcado. O termo "Dɨ", que significa sangue no idioma Tukano, conduz uma narrativa sobre a força vital que sobrevive ao patriarcado. Por meio de rituais simbólicos, os cantos, os objetos cênicos, a artista evocam o renascimento de saberes e corpos que o sistema tentou silenciar, transformando dor em um manifesto de presença e continuidade das vozes das mulheres originárias no Brasil.
Ficha técnica
Performer: kãisãró Diroá
Concepção e pensamento visual: kãisãró Diroá
Produção: kãisãró Diroá
Assistente: Day Nunes
Duração: 40 minutos
Ano: 2022
Apresentação presencial: Motra solo mulheres
Classificação Indicativa: 16 anos
Local: Teatro contêiner mungunzá
VÍDEO ARTE
CERCADOS (2021)
Vídeo arte solo autoral
Festival mulheres na travessa – Travessia
Neste vídeo arte, Kãisãró Diroá propõe uma reflexão sobre as barreiras que delimitam a vida e a liberdade. A obra nasce da percepção de que, historicamente, fomos condicionados a “viver no nosso quadrado”, aceitando espaços restritos sem questionamento.
Para a artista, essa normalização do espaço e do corpo é uma forma silenciosa de violência geográfica. CERCADOS captura esse estado de suspensão, o sofrimento se tornando paisagem, utilizando a câmera para expor a tensão de corpos que habitam esses limites. Trata-se de um convite ao despertar, um movimento para perceber que o “quadrado” que nos foi designado não é o nosso lugar de direito, mas uma construção de controle que precisa ser rompida.
Ficha técnica
Performer: kãisãró Diroá
Concepção e pensamento visual: kãisãró Diroá
Produção: kãisãró Diroá
Duração: 7 minutos
Ano de produção de imagens: 2019, 2020, 2021
Classificação Indicativa: 10 anos
Agradecimentos: Yoann Guerin e Keila Sankofa
ASFIXIA (2021)
Performance solo autoral
Festival de teatro negro Sao Paulo
"Asfixia" (2021) é uma performance solo autoral de Kãisãró Diroá que utiliza a falta de ar como metáfora crítica à desumanização e ao lucro sobre a destruição da natureza. Por meio de projeções e ação corporal no presente, a obra denuncia uma humanidade que caminha para o fim, priorizando o capital em vez da harmonia com a vida. Apresentada no Festival de Teatro Negro de São Paulo, a performance é um grito de alerta vital sobre os perigos reais que rondam a nossa existência moderna.
Ficha técnica
Performer: kãisãró Diroá
Concepção e pensamento visual: kãisãró Diroá
Produção: kãisãró Diroá
Assistente: Rosa Peixoto (São Paulo)
Assistente: Yoann Guerin (Amapá)
Duração: 30 minutos
Ano de produção das imagens do retroprojetor: 2020 a 2021
Classificação Indicativa: Livre
Agradecimentos: Yoann Guerin














